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A Rapariga na Aldeia

A Rapariga na Aldeia

Uma Macaca na Cidade (47)

SMARTER LIVING

QUE É COMO QUEM DIZ “ESPERTEZA DE VIVER”

 

Hoje trago-vos uma sugestão que, de certa forma, tem vindo a revolucionar a minha vida. Passei a minha existência a abominar tudo o que é literatura dita de “autoajuda”, coaching, gurus e afins… Mas, hoje em dia, a coisa tem vindo a mudar de figura…

 

Talvez o termo mindfulness, particularmente em voga atualmente para designar esta corrente, tenha atenuado um pouco esta minha resistência. A verdade é que até me identifico com alguns conceitos, como o dinamarquês “hygge” (filosofia de vida que aconselha a fazer coisas tão simples como beber um chá quente em frente à lareira, reunir com amigos e famílias ou ler um livro), o sueco “lagom” (estilo que privilegia a harmonia, o equilíbrio, a moderação, a satisfação e até a sustentabilidade, sempre na dose certa) ou o nipónico “ikigai” (o seu significado anda à volta de uma razão para se estar vivo ou a alegria de se manter ativo). Ainda assim, achava (e continuo a achar!) que não há fórmulas perfeitas para a felicidade e que aquilo que funciona como “bala de prata” para um indivíduo pode ser a “kriptonite” de outro.

 

A título de exemplo, o psicólogo Eduardo Sá referiu, em entrevista recente ao Notícias Magazine que “Devia ser proibido casar-se com o primeiro namorado”. Ora, assim à queima-roupa, incomoda-me bastante a "certeza" contida neste título. Dirão vocês: “Porque enfias o barrete!”. É verdade! E enfio-o com muito gosto! Porque… lá está… trata-se da MINHA realidade, decorrente de uma série de fatores que influenciaram este MEU processo INDIVIDUAL/PESSOAL (desde logo o timing, esse fofuxo)... Resultou (está a resultar) comigo, mas não é nem panaceia universal, nem motivo para uma fuga a sete pés. Assim sendo, proponho refazer o título do artigo para "Deveria ser proibido vender certezas/verdades absolutas!". Como jornalista que sou, também entendo que os títulos de uma notícia muitas vezes são redutores face às ideias que os entrevistados procuram transmitir no decurso da entrevista. Certamente que se eu lesse o artigo na íntegra, encontraria pontos de convergência com o psicólogo em questão.

 

Mas, viremos a página… Dizer-vos que há relativamente pouco tempo descobri uma pequena maravilha que, para além de me dar um enorme prazer ler, tem sido uma ferramenta profícua em dicas/sugestões de bem-estar e melhoria aplicáveis a esta minha vidinha de macaca da cidade. Falo da secção Smarter Living, do jornal norte-americano de referência New York Times, onde se podem encontrar artigos bem escritos, baseados em evidência e sem fundamentalismos bacocos ou simplismos à la revista feminina sobre os mais variados temas desta nossa vivência em sociedade, tais como carreira profissional, maternidade, relações (amorosas ou de amizade), gestão das finanças pessoais, compras, rotinas de saúde e beleza e por aí fora…

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Caríssimos, ide e explorai, vão ver que não se vão arrepender! Quando começamos a ler sobre estes temas, percebemos que há questões centrais (como o tempo, a empatia, o perdão, a autoconsciência…) que influem em tudo o que fazemos e em tudo o que somos e que estão sempre lá… irrevogáveis! E que nunca, mas mesmo nunca, deveríamos descurar!

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