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A Rapariga na Aldeia

A Rapariga na Aldeia

Praxes - a estupidificação da universidade

Ao início de cada ano letivo vem à baila o asqueroso (para mim) assunto praxes académicas. Há quem as defenda, considerando-as o melhor veiculo de integração dos novos alunos nas universidades e há quem, como eu, as deteste e as considere tremendamente patéticas e pouco dignas do ensino superior. Confesso que já nem me lembro a forma como decorreram as praxes no meu ano de caloira. Sinal de que não escrevo hoje como uma criatura altamente traumatizada com os ditos rituais. De lá para cá a minha opinião sobre as praxes não mudou. Continuo a considerar aquelas tradições meras imbecilidades, levadas a cabo por criaturas com uma mente parola! Faltava-me paciência para as fantochadas dos quase licenciados e, por isso, achavam eles, bastante superiores a quem ali estava pela primeira vez! 
 
A tragédia ocorrida na praia do Meco, que levou à morte de seis jovens universitários, levantou uma onda de indignação em torno das praxes académicas violentas. Lembro-me de na altura ouvir a Dr. Maria José Morgado referir-se às praxes como a "estupidificação da universidade". Não podia estar mais de acordo com as palavras desta senhora. Acreditem que de todos os exemplos de praxes que já me passaram pela frente, até hoje, não consigo retirar qualquer tipo de conceito inclusivo aos novos alunos, nem de graça, nem de nada! É mesmo só estúpido! 
 
Se eu hoje fosse para a universidade e nos primeiros dias me aparecessem meia dúzia de palermas com ideias ainda mais palermas que eles a exigir que eu participasse em praxes, não tenho a menor dúvida que me recusava a alinhar em tais andanças (com penicos na cabeça ou suja de lama até à roupa interior). Porque efetivamente não me identifico com nada do que é feito naqueles ajuntamentos e porque o resultado daquilo é, por norma, igual a zero! Portanto, pondo-se o caso de não haver aulas, não seria opção ficar envolta em imbecilidades da vida académica!
 
E vocês caloiros destas universidades, porque não recusam as praxes? Expliquem-me. Porque têm medo? De represálias? A sério? Isso existe? 

cartaz-praxe_dges2016.png (DGES

 
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