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A Rapariga na Aldeia

A Rapariga na Aldeia

Miguel Sousa Tavares a Presidente

Há comentadores políticos por quem tenho particular estima e consideração apesar de, nem sempre concordar com o que dizem ou escrevem sobre a atualidade. É o caso do Miguel Sousa Tavares. Outros há que já não os consigo ouvir. 

 

Sigo atentamente os comentários políticos do Miguel (sim, Miguel, é quase da família, mais um bocado e janta connosco às segundas feiras😁), quer na televisão quer no jornal e, a verdade é que em alguns assuntos fico com a certeza de que o homem se recusa a aceitar que vivemos em 2017, que há internet e redes sociais, café da Nespresso e mais uma data de coisas que ele é manifestamente contra. Mas, enfim, não podemos ser perfeitos!! Confesso que gosto muito de o ler, não tanto de o ouvir, e por isso deixo-vos alguns dos seus pensamentos sobre a atuação dos nossos governantes nos últimos meses e, se há temas em que discordo redondamente com as suas ideias, sobre o que escreveu esta semana para o Expresso, não podia estar mais de acordo. Ora leiam algumas conclusões, dá uma certa revolta para não dizer pior: 

 

 

"Um Estado de um país tão pequeno como o nosso que consegue ter a maior área ardida do ano em todo o planeta e o maior número de mortos devido a incêndios incontroláveis, é um Estado que, desde logo, dá sinais críticos de não ser capaz de defender as vidas dos seus nem o seu património florestal (...)

 

Um Estado que só presta atenção aos que têm o poder de se manifestar nas ruas da capital e de fazer greves que paralisam serviços públicos essenciais, deixando por sua conta os outros (...) é um Estado necessariamente injusto (...)

 

Um Estado que assiste de braços cruzados ao roubo de armas de um paiol militar num quartel (...) é um Estado sem vergonha.

 

Um Estado onde se descobre que as cantinas da Força Aérea estão entregues a um bando de ladrões (...) é um Estado desarmado

 

Um Estado onde o Ministério Público acusa uma esquadra inteira de polícia de tortura, violência e racismo e todos os implicados continuam ao serviço como se nada fosse (...) é um Estado sem princípios

 

Um Estado em que se tornou um perigo recorrer aos hospitais públicos por se arriscar contrair uma contaminação mortal (...) é um Estado do desleixo e da irresponsabilidade

 

Um Estado que chega a cobrar a um contribuinte até 70% do que ele ganha (...) é um Estado que perdeu a noção das suas funções.

 

(...) Este é o Portugal de hoje. A caminho de ser um Estado falhado. Bem nos podem encher de afetos, de comissões de inquérito e de juras de nunca mais: enquanto continuarmos a ser o território da irresponsabilidade e da impunidade, nada de essencial mudará (...)

 

 

Hoje, no dia em que de Bruxelas vem a confirmação do risco de incumprimento do Orçamento, podemos e devemos refletir sobre onde é que vamos parar?! 

 

 

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