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A Rapariga na Aldeia

A Rapariga na Aldeia

Completa(MENTE) 6

Só Sei que Quero que Tudo Saibas

 

Esta é bem capaz de ser a maior frustração de qualquer adulto ao tentar ensinar uma criança (ou um grupo delas). Ou porque há teste e queremos que tenham uma boa nota, ou porque há trabalhos de casa longos (que parecem intermináveis no final de um dia de trabalho), ou porque ninguém gosta de dizer que o seu filho, aluno ou sobrinho não aprende tudo só de ouvir uma vez. Estaremos a ser demasiado exigentes com as nossas crianças? Ou estamos a deixar-nos afetar pelas opiniões dos outros, pelas notas dos outros, pelo que queríamos ter sido, pelo que queremos que os nossos filhos, alunos e sobrinhos sejam?

 

Respirar. É a palavra de ordem. Mas como Exigir sem romper o ponto E? Esgotamento. Vivemos demasiado para os resultados e pouco para os atingirmos. Esgotamo-nos e esgotamo-los a eles, e embora possa haver um ou outro caso que seja bem-sucedido, na sua maioria, estas crianças vão odiar aquilo que de mais precioso a nossa sociedade tenta fazer por elas: dar-lhes acesso a uma educação (que eles não valorizam, pois desconhecem outras realidades, ou até o passado do nosso país, em que a mesma não era acessível a todos).

image.pngOntem fui a uma formação excelente, onde nos mostraram como preparar crianças para exames. E afinal, é possível fazê-lo sem stress, levando-as a acreditar que estão a brincar, ensinando sem que haja pressão, ditadura, gritos. Sem que a educação seja um agente disruptivo do saber, mas antes, o caminho tranquilo, direcionado, para o mesmo. E para o futuro. E o mais giro, é que não dá assim tanto trabalho a planificar. Embora tenha um reverso: um exercício pode demorar uma aula inteira a ser realizado, o que para os defensores das ‘fichas, fichas, fichas’ também se pode tornar num problema e gerar mais confusão. Não para mim, sou acérrima defensora da qualidade em detrimento da quantidade e não acho que um bom trabalho se meça pelo volume de papel gasto.

 

Acredito que ninguém aprende verdadeiramente sem que a matéria lhe faça sentido, e nada faz sentido se for feito contrarrelógio, só para obter um Muito Bom. Este virá por si, ao tempo e ritmo certos, para cada um. E as aprendizagens permanecerão, porque são entendíveis, porque estão interligadas e não porque foram decoradas para enfiar numa resposta e fazer um brilharete e esquecer depois.

 

Vamos transformar esta exigência acreditando na nossa experiência, naquilo que o nosso coração nos diz. Para que o ponto E dos nossos alunos, filhos e sobrinhos (e o nosso também) deixe de ser de Esgotamento e passe a ser de Enriquecimento, Entendimento, Emoção. Para que o saber seja sempre sinónimo de aprendizagem. Para que cada um tenha o seu compasso e este o leve ao encontro do conhecimento. Para que eu continue a querer que tudo saibas, quando tu estiveres pronto para tudo saber.

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Sónia Vaz

 

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