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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Relações mais saudáveis entre pais e filhos

Dediquei a manhã de sábado a um workshop de introdução à Parentalidade Consciente. Um tema que, à partida, pode significar muito pouco para quem considera que exercer funções de mãe/pai é algo natural e instintivo que dispensa aprendizagens, mas que, para mim, enquanto mãe curiosa, é muito mais do que isso.

 

Nesta formação falou-se da construção de relações confiantes e saudáveis entre pais/cuidadores e crianças, na importância das nossas escolhas e intenções numa convivência que se pretende o menos desgastante possível. Aquilo que todos nós ambicionamos mas que, devido a uma série de circunstâncias, nem sempre é fácil lá chegar! 

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A formadora fez-nos refletir sobre as nossas atitudes e se estarão ou não alinhadas com aquilo que queremos para os nossos filhos. E, digo-vos, nem sempre aquilo que achamos o mais eficaz se traduz em resultados mais proveitosos (para todos). Não há uma fórmula mágica. Não há certos e errados. O que resulta com uma criança e com um cuidador não resulta com outro. A chave aqui é perceber quem é o quê e como queremos que seja a relação que nos une. E isto é um exercício diário muito interessante. Ando a pôr em prática algumas ideias e não é que o saldo tem sido positivo! Até o meu filho mais novo, com que tenho maiores arrufos, já saiu do alto do seu feitiozinho e elogiou a minha postura, não permissiva, mas de aceitação! Só para que saibam, temos os nossos enfados porque a bem dizer, um teimoso não batalha sozinho!! 

 

Este workshop fez-me afastar um pouco da azáfama diária e pensar, com base nas experiências partilhadas por outros cuidadores presentes na sala (mães, pai, educadora, psicóloga, professora), em estratégias de relacionamento saudáveis que posso aplicar cá em casa e refletir, refletir muito nos meus valores e nas minhas intenções enquanto mãe! 

 

Foi muito bom este despertar de consciência para o mundo da parentalidade. Percebi que, aos poucos, devo desprender-me de alguns preconceitos e, essencialmente, de gatilhos emocionais que desgastam e tiram qualidade às minhas relações familiares! 

 

Obrigada à Sónia Vaz (CompletaMENTE) por me ter desafiado a acompanhá-la e obrigada à formadora Fátima Gouveia e Silva pela tão enriquecedora partilha de conhecimentos.

😍😍

 

 

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