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A Rapariga na Aldeia

Blog pessoal de uma rapariga que vive na aldeia e às vezes vai à cidade.

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Completa(MENTE) 7

Penso, Logo Existes

 

(ou Como Usufruir dos Princípios da Parentalidade Consciente Numa Educação com o Mesmo Nome)

 

Como sabem, a Cátia e eu fomos a um workshop acerca de Parentalidade Consciente, a convite da minha amiga, formadora e coach, Fátima Gouveia e Silva. Uma vez que a nossa ‘Rapariga’ já falou do tema (e bem), vou apenas dar-lhe uma nova abordagem sob a luz do meu olhar de profissional do ensino.

 

Assim, quando aqui me referir à Parentalidade, na realidade estarei a falar sobretudo de relações entre humanos (como o explicou a nossa formadora) e a transpor o valioso conteúdo daquela manhã de sábado para o palco que piso diariamente: a sala de aula. São a mesma coisa?

Não, não são. Mas muito do que podemos aplicar em casa, também é possível na escola. Afinal, se pensarmos bem, as nossas crianças existirão melhor.

 

Então vamos lá pensar bem! Primeiro, não podemos confundir uma educação consciente, com uma atitude permissiva. Professores conscientes não deverão andar aos gritos a toda a hora, mas antes exigentes, do que inconscientes. As crianças precisam de saber distinguir o certo do errado e nós temos a obrigação de lhes dizer que não, e consequentemente, de os ensinar a lidar com a frustração (afinal terão, mais cedo ou mais tarde, de enfrentá-la). Neste processo, ambos terão igual valor, ou seja, tanto as necessidades da criança (não os seus desejos) como as do adulto serão atendidas, mas tal terá de ser conseguido através do respeito pela integridade e pelos limites de cada um. Só respeitando os meus limites, os meus alunos se respeitarão entre si e a si, mas apenas me respeitarão (e a quem for) se se sentirem respeitados.

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Quando um deles se porta mal na aula, tenho o velho hábito de os chamar à parte e de lhes perguntar: ‘Por acaso alguma vez te faltei ao respeito ou fui injusta ou má para ti?’ – Costumam responder que não 😁 - e aí continuo: ‘Então não aceito que me desrespeites, sejas injusto ou mau para mim. Não o mereço.’ Os miúdos gostam de ter responsabilidades, e ao passá-la para eles, começam a pensar antes de existir. Logo, tornam-se conscientes de que as suas atitudes magoam os outros e não ‘porque sim’ ou ‘porque quem manda sou eu’. Repetem tudo o que ouvem (são mesmo o ‘Espelho Meu’). Se ainda tiverem dúvidas procurem o vídeo “Children see, children learn…” (também visionado durante o workshop), mostra-o claramente.

 

Algo que precisamos também de desenvolver nas nossas escolas é o respeito pela autenticidade de cada um, i.e., ‘a diferença entre o que somos e o que que esperam que sejamos’ (palavras da Fátima Gouveia e Silva) e trabalhar e desenvolver essa consciência, e com ela, mostrar à criança que se deve amar incondicionalmente, aceitar-se e ser confiante sem a dependência da tirania do elogio. Mas para isso, também temos de ser os primeiros a gostarmos de nós, a conhecermo-nos bem, a esquecer preconceitos, ideias e pressões (O que pensarão de mim se eu fizer isto? E aquilo?). Como canta a Frozen, ‘Let it go’. Then, good things will come.

 

Mais do que pensarmos apenas para existirmos, temos então de pensar para que os outros existam em nós, e mais tarde, sem nós. Por isso, para vocês penso, meus amores. Para existirem e serem exatamente aquilo que são. Sem pressões, mas com muita responsabilidade.

Obrigada Fátima, adorei ‘beber’ de ti.

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Sónia Vaz

 

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